PUBLICIDADE

Empresários relatam ameaças do PCC para entregar negócios para o crime


Extensa rede de postos de combustíveis é usada para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Segundo a Receita Federal, a estrutura foi identificada a partir da concentração de empresas sob responsabilidade de um único prestador de serviço, que formalmente controlava cerca de 400 postos, sendo que 200 estão vinculados diretamente ao empresário Flávio Silvério Siqueira, o principal alvo da operação, ou a pessoas ligadas a ele.

Receita identificou ao menos 267 postos ativos, que movimentaram mais de R$ 4,5 bilhões de 2020 a 2024. Os estabelecimentos, conforme o Fisco, recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos federais, ou seja, 0,1% do total movimentado.

Além dos postos, esquema operava em pelo menos 21 CNPJs ligados a 98 lojas de uma mesma franquia. De acordo com os investigadores, todos os estabelecimentos estavam em nome de alvos da operação.

Mais de 60 motéis, a maioria em nome de “laranjas”, também estavam envolvidos no esquema. Os motéis movimentaram R$ 450 milhões de 2020 a 2024. Só desses estabelecimentos, os sócios receberam R$ 45 milhões em lucros e dividendos, sendo que um dos motéis chegou a distribuir 64% da receita bruta declarada.

Restaurantes localizados nos motéis, com CNPJs próprios, também lavavam dinheiro. Conforme o Fisco, um deles distribuiu R$ 1,7 milhão em lucros após registrar receita de R$ 6,8 milhões de 2022 a 2023.

Empresas do ramo imobiliário ligadas ao grupo compravam e construíam imóveis. Estima-se que ao menos 14 empreendimentos movimentaram R$ 260 milhões de 2020 a 2024, segundo a Receita Federal.





Fonte: Uol

Leia mais

PUBLICIDADE