
O hotel impôs confinamento e distribuiu kits de emergência. Segundo Mariana, os hóspedes receberam sacolas com dois Cup Noodles, um suco, um achocolatado e um pacote de bolacha. “Disseram que isso seria almoço e janta.” Em princípio, os kits seriam levados aos quartos, mas, desesperados, os hóspedes formaram uma fila onde os kits estavam.
Os comunicados pedem barricadas e isolamento nos banheiros. O hotel orientou os hóspedes a colocar colchões contra janelas e portas de varanda e a se abrigarem nos banheiros durante o auge do furacão. “Eles dizem que os ventos podem chegar a 300 km/h. É assustador”, descreve. “Estamos tentando manter a calma, mas é impossível não sentir medo.”
É fazer uma barricada na janela frontal, que dá para a sacada, para proteger da quebra do vidro. E nos orientaram a ficar nos banheiros, que são a parte mais funda do quarto.
Mariana Almeida Caserta Nocera
Por não saberem o que pode acontecer, brasileiros tiveram de tomar medidas emergenciais. Mariana viaja com quatro familiares idosos. A mãe e a tia, diabéticas, dependem de medicação contínua —uma delas toma antidepressivos controlados. “A gente conseguiu contato com um médico local para repor remédios.” Além disso, já deixou um carregador portátil à disposição, além de contar com o plano de internet que contratou para a viagem, caso a energia elétrica e, consequentemente, os aparelhos de wi-fi, sejam desconectados.
Funcionários e hóspedes tentam manter a calma, mas o clima é de tensão. Hóspedes formam filas em busca de refeições e há medo de falta de comida e água. “Tem gente pegando o que consegue e levando para o quarto. Eu chorei muito ontem. A gente nunca viveu algo assim.”
Fonte: Uol

