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reaças cantam vitória da derrota. Atenção à cilada, progressistas!


Reitere-se: eles perderam a guerra de propaganda sobre “facção como terrorismo”, mesmo fazendo terror midiático sobre uma montanha de 121 cadáveres. Ficava a cada dia mais claro que a proposta tinha um objetivo apenas eleitoreiro e não tornava o Brasil mais seguro. Muito pelo contrário. A estupidez do que propunham era tal que, na prática, a investigação das facções teria de ser federalizada, saindo das mãos do Ministério Público dos Estados. Ademais, às ameaças internas, juntar-se-iam as externas.

Então se pensou uma saída: “A gente bate a carteira do outro lado, rouba deles o projeto antifacção, endurecemos as penas e saímos cantando vitória. Vamos fazer um gol de mão”. E é precisamente o que estão fazendo. E é nesse ponto que o campo progressista não pode lhes facilitar a vida.

CUIDADO COM A CILADA!
O projeto que torna organizações terroristas as facções está enterrado. A sensatez venceu essa batalha. Tarcísio, Cláudio Castro, Derrite e os outros extremistas perderam. E como cantar vitória? Apresentando um substitutivo que, em síntese, iguala a penas dos faccionados às previstas para crimes de terrorismo; dificultando a progressão pena; tornando o crime inafiançável, imprescritível e não passível de graça ou anistia e endurecendo a punição mesmo para réus primários quando se trata de envolvimento com faccionados. O jogo é claríssimo: propor severidade extrema na punição para tentar empurrar os adversários para uma posição que seria mais amena — ou razoável –, o que daria aos Torquemadas do punitivismo a chance de acusar os outros de lenientes com os criminosos.

Convém que os sensatos não caiam na trapaça. A extrema direita, ela sim, nada tem a propor na área de segurança pública que não seja produzir corpos. Esses valentes nascem da necropolítica como bactérias que se alimentam de cadáveres. As provas estão nos eventos tétricos do Rio, que tanto celebram, e na sua proposta ridícula, de que desistiram, de tornar organizações terroristas as facções. Como perderam, vão se dedicar à sua outra ideia fixa: “Aumente a pena que o crime reflui”. Quase nunca acontece. Mas querem saber? Essa não é hora de fazer esse debate. Que se vá para a pena máxima.

O campo progressista tem de celebrar o fato de que derrotou a proposta trumpista e, vamos lá, em vez de dar murro em ponto de faca defendendo uma pena que seria — e seria — mais razoável. É preciso, isto sim, debater como se reforça a autoridade do governo federal no enfrentamento das facções, coisa que o texto de Derrite certamente não fará.

É evidente que o governo do Rio não tem condições de enfrentar as facções. É evidente que o governo de São Paulo também não tem. Foi humilhado pelo PCC várias vezes. E assim é Brasil afora. E é preciso deixar claro quem quer impedir uma política nacional de combate às facções: é a extrema direita dos senhores Tarcísio, Castro, Derrite, Bolsonaro e assemelhados.





Fonte: Uol

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