Um juiz do estado americano da Geórgia arquivou oficialmente nesta quarta-feira (26) o caso de extorsão contra o presidente Donald Trump e outros envolvidos, que eram acusados de tentarem anular a eleição presidencial de 2020.
Na prática, a medida significa que Trump escapou de todos os processos criminais por suas tentativas de reverter a derrota nas eleições de 2020 para o presidente Joe Biden.
Os processos federais contra Trump, movidos pelo procurador especial Jack Smith, sobre interferência eleitoral que levou à invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 e sobre o manuseio indevido de documentos confidenciais, já haviam sido arquivados.
Relembre o caso na Geórgia
As acusações de extorsão foram apresentadas contra Trump e outras 18 pessoas em 14 de agosto de 2023 pela promotora distrital do Condado de Fulton, na Geórgia, Fani Willis, uma democrata eleita que iniciou uma longa investigação sobre a suposta interferência de Trump nas eleições da Geórgia.
A investigação começou logo após a divulgação de uma ligação telefônica, na qual Trump pressionou o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, também republicano, para “encontrar” os votos necessários para que ele vencesse o estado na eleição presidencial.
Fani Willis acabou sendo afastada do caso após uma longa batalha judicial sobre sua autoridade.
O caso de grande repercussão atingiu seu ápice dramático quando Trump se entregou a uma prisão em Atlanta por pouco mais de 20 minutos em agosto de 2023, quando foi obrigado a fornecer sua foto policial pela primeira vez.
Em reação ao arquivamento, o advogado principal de defesa de Trump na Geórgia, Steve Sadow, afirmou em um comunicado que a “perseguição política” contra Trump “finalmente havia terminado”.
“Este caso jamais deveria ter sido aberto. Um promotor justo e imparcial pôs fim a essa guerra jurídica”, disse ele.

