Juristas e advogadas lançaram na quarta-feira (17) um manifesto para cobrar do governo federal uma política de paridade de gênero nas nomeações feitas pelo presidente da República.
A iniciativa ocorre após a indicação apenas de homens para nove Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), no dia 15 de dezembro, data em que é comemorado o Dia da Mulher Advogada.
Até esta publicação, o documento reunia mais de 250 assinaturas. O manifesto será entregue ao presidente Lula (PT). Entre os apoiadores estão a presidente do Superior Tribunal Militar, ministra Elizabeth Rocha, a deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP), o movimento Me Too Brasil e a Aliança Nacional LGBT+.
“O Estado brasileiro insiste em reproduzir práticas excludentes que aprofundam desigualdades históricas e produzem violência institucional”, afirma o texto.
As autoras sustentam que a ausência de mulheres nas nomeações não decorre da falta de quadros qualificados. Elas destacam que as mulheres representam mais de 50% da advocacia brasileira e acumulam formação técnica, experiência institucional e legitimidade para ocupar os cargos nos tribunais eleitorais.
“A não priorização de mulheres para cargos estratégicos do Estado constitui uma forma de violência de gênero coletiva e institucional”, diz o documento, ao afirmar que a sub-representação feminina afeta diretamente a formulação de políticas públicas e a proteção da vida das mulheres.
com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO
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Fonte: Uol

