A Venezuela acusou os Estados Unidos de assolar a América Latina com miséria “em nome da liberdade” nesta terça-feira (23), durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU.
“Os Estados Unidos parecem estar destinados pela Providência a assolar a América Latina com miséria em nome da liberdade”, disse o embaixador do país sul-americano Samuel Moncada, citando Simón Bolívar.
E acrescentou: “O mundo precisa saber que a ameaça não é a Venezuela — a ameaça é o atual governo [dos Estados Unidos]”.
Em seu discurso, Moncada disse que o país sul-americano poderá exercer seu direito de autodefesa, caso os ataques persistam.
“Não são as drogas, não é a segurança, não é a liberdade; é o petróleo, são as minas, é a terra”, alertou, dizendo: “O mundo sabe que, se a escala dos ataques armados continuar, exerceremos, com toda a determinação, nosso direito inalienável à autodefesa”.
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta terça-feira (23) para discutir questões relacionadas a Venezuela, Irã e Somália.
O representante de Cuba classificou a escalada dos Estados Unidos como uma “violação flagrante dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”. O país sul-americano se posicionou contra a pressão contra a Venezuela. Segundo o representante, as medidas dos EUA também prejudicam Cuba.
Na mesma reunião, os embaixadores da China e da Rússia condenaram a pressão de Washington contra Caracas, acusando os EUA de violarem leis do direito internacional e de tentar impor sua vontade aos países vizinhos.
Pressão contra o regime de Maduro
Apesar das críticas, o embaixador dos Estados Unidos disse que o país irá impor e aplicar sanções “na máxima extensão” para privar o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, de acessar recursos.
“A ameaça mais grave para este hemisfério, para a nossa própria vizinhança e para os Estados Unidos, vem de grupos terroristas e criminosos transnacionais”, disse o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, ao Conselho de Segurança da ONU
*em atualização

