A série Sweetpea chamou atenção do público por sua mistura de humor ácido e suspense psicológico. A trama acompanha Rhiannon Lewis, uma recepcionista aparentemente comum que trabalha em um jornal local e vive sendo ignorada por colegas, amigos e até familiares. Com o tempo, essa sensação constante de invisibilidade desperta impulsos violentos, levando a personagem a iniciar uma série de assassinatos contra pessoas que a prejudicaram ao longo da vida.
Diante de temas como bullying, isolamento social e vingança, muitos espectadores passaram a se perguntar se a história teria sido inspirada em fatos reais. Afinal, a construção psicológica da protagonista parece bastante plausível e dialoga com experiências que muitas pessoas já viveram.
Sweetpea é baseada em fatos reais?
Apesar do realismo emocional da trama, Sweetpea não é baseada em uma história real. A série foi criada por Kirstie Swain e é inspirada na série de livros escrita pela autora CJ Skuse.
A personagem Rhiannon Lewis surgiu originalmente nos romances de Skuse, que imaginou a protagonista como uma mulher aparentemente doce, mas que esconde uma personalidade extremamente violenta. A ideia para a história teria surgido de forma curiosa: a escritora viu um meme na internet que mostrava uma versão “serial killer” da boneca Barbie. A partir dessa imagem provocativa, Skuse desenvolveu a ideia de uma personagem que mistura aparência inocente com impulsos homicidas.
Influências de outras histórias famosas

A própria autora costuma descrever a saga literária de Sweetpea como uma mistura entre comédia romântica e thriller. Ela chegou a comparar a história com o estilo de Bridget Jones’s Diary, mas com o lado sombrio de Dexter.
Assim como o protagonista Dexter Morgan, Rhiannon também desenvolve uma relação obsessiva com o ato de matar. A diferença é que, enquanto Dexter costuma perseguir criminosos, Rhiannon direciona sua violência contra pessoas que a humilharam ou fizeram com que ela se sentisse inferior.
Personagens fictícios, mas emoções reais
Embora Rhiannon seja uma personagem fictícia, alguns aspectos da série refletem experiências muito presentes no mundo real. Situações como bullying, exclusão social e abuso emocional são elementos que aparecem frequentemente em histórias reais envolvendo criminosos ou pessoas profundamente traumatizadas.
A adaptação televisiva estrelada por Ella Purnell aprofunda justamente essa dimensão psicológica. A série explora como anos de rejeição podem transformar alguém comum em uma pessoa movida por raiva e desejo de vingança.
No fim das contas, Sweetpea não conta uma história real específica. Ainda assim, a produção utiliza emoções e conflitos humanos bastante reconhecíveis para construir uma protagonista perturbadora — e assustadoramente plausível.

