Por meio de um vídeo, a influenciadora digital defendeu mais respeito em relação às pessoas trans
Maya Massafera se pronunciou sobre a polêmica envolvendo Ratinho e Erika Hilton. Nas redes sociais, a influenciadora disse que o debate público se transformou em uma briga política. Ela destacou ainda a importância de ampliar a conversa sobre a realidade das mulheres trans, lembrando que muitas ainda enfrentam desafios como a baixa expectativa de vida e o desrespeito.
Maya começou questionando o tom polarizado que, segundo ela, tem marcado o debate público sobre identidade de gênero: “Uma mulher trans é mulher? A mulher virou subcategoria? Ela tem que falar se é cisgênero, se é biológica? Gente, claro que não, né? Isso tudo é briga política, infelizmente. A gente não tem mais o certo e errado. A gente tem extremos e a gente tem time A e time B”, disparou.
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Maya MassaferaCrédito: Reprodução Instagram @mayamassafera

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Ratinho e Erika HiltonCréditos: Reprodução SBT e TikTok

Ratinho e Erika HiltonCrédito: Reprodução
Em seguida, a influenciadora chamou atenção para a expectativa de vida de mulheres trans no Brasil e afirmou que esse dado ajuda a explicar parte do debate atual: “Sabe por que tem se falado hoje em dia de mulher cisgênero ou mulher biológica? Porque a expectativa de vida de uma mulher trans é de 33 anos de idade. A mulher trans só sobrevive até os 33 anos de idade”.
Maya também afirmou que muitas mulheres trans sentem que precisam provar constantemente sua identidade. “Então, hoje em dia, a gente está conseguindo viver mais de 33 anos. A gente está aqui numa luta diária. Uma mulher trans tem que provar duas vezes mais que é uma mulher. Sabe em qual caso você vai ter que falar que é cisgênero ou biológica? Em pouquíssimas vezes”, afirmou.
Na sequência, ela disse esperar que, no futuro, a sociedade olhe para esse momento como um período de desrespeito que precisa ser superado: “Nós, mulheres trans, estamos conseguindo sobreviver mais que 33 anos de idade. Eu espero que, num futuro muito próximo, a gente possa olhar pra trás e ver a loucura e o desrespeito com que a gente trata as mulheres trans. Como a sociedade trata a mulher trans”.
A influenciadora também destacou que não existe uma única experiência feminina e que cada mulher vive realidades diferentes. “E qual vai ser a mulher perfeita pra falar sobre todas as mulheres? Porque cada mulher tem uma vivência diferente. A mulher com nanismo não tem a mesma vivência que uma mulher que não tem nanismo. A mulher com uma deficiência não tem a mesma vivência”, declarou.
Por fim, Maya pediu respeito ao diálogo e afirmou que está aberta a ouvir opiniões diferentes. “Gente, se você não concordar comigo, tá tudo bem. No sentido de: ‘Me explique, dê sua opinião’. Eu estou aqui para evoluir também. Eu estou pedindo licença pra vocês, mulheres, porque eu nasci com uma alma feminina, me identifico como mulher, e não estou aqui pra pegar o espaço de ninguém”, concluiu.
Fonte: Portal Leo Dias

