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Afinal, o filme Peaky Blinders


Depois de anos de espera, o universo de Peaky Blinders ganhou um capítulo final com O Homem Imortal. Mas a pergunta que muita gente está fazendo é direta: o filme é ruim?

A resposta não é tão simples.

Não é ruim… mas perde a essência da série

O longa não chega a ser um desastre. Ele funciona como entretenimento e tem momentos interessantes, principalmente quando foca em Cillian Murphy, que mais uma vez entrega uma atuação poderosa como Tommy Shelby. O problema é outro: o filme não parece Peaky Blinders.

A sensação é de que a história poderia ser qualquer outro filme, com outros personagens, e ainda assim funcionaria. Falta aquela identidade forte que marcou a série.



Outro ponto que pesa é o roteiro. A trama não traz aquele senso de urgência que sempre foi marca registrada da produção. Ao contrário, o filme parece dispensável. Não dá a sensação de que essa história precisava ser contada. Além disso, o contexto da Segunda Guerra Mundial, que poderia elevar a narrativa, acaba sendo pouco aproveitado.

Um dos maiores incômodos para os fãs, porém, é o tratamento dos personagens secundários. Muitos simplesmente desaparecem, aparecem pouco ou são reduzidos a participações rápidas. Isso enfraquece o impacto emocional da despedida.

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Imagem: Divulgação/Netflix.

Sobre o que é Peaky Blinders – O Homem Imortal?

O filme Peaky Blinders: O Homem Imortal (2026), dirigido por Tom Harper e escrito por Steven Knight, serve como a conclusão épica da saga de Thomas Shelby, ambientada agora no contexto da Segunda Guerra Mundial.

A trama se passa em 1940, com Birmingham sob o caos dos bombardeios alemães. Thomas Shelby (Cillian Murphy), que vivia em um exílio voluntário e isolado em uma mansão em ruínas, é forçado a retornar à ativa. O gatilho para sua volta é o envolvimento de seu filho em um complô nazista, o que coloca em risco não apenas a segurança da família Shelby, mas o futuro da própria nação.

Nesta nova jornada, Tommy atua em missões secretas ligadas ao esforço de guerra, enquanto enfrenta ameaças inéditas e um acerto de contas definitivo com seu passado e seus próprios demônios internos. O filme explora profundamente a herança cigana do protagonista, utilizando visões, profecias e uma atmosfera melancólica para encerrar seu arco de “imortalidade” e legado criminoso.

Vale a pena assistir?

Vale, principalmente para quem acompanhou a série e quer ver o desfecho de Tommy Shelby. Mas é bom ajustar as expectativas: O Homem Imortal não é ruim — só não entrega o que Peaky Blinders sempre foi.



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