O episódio 6 da 5ª temporada de The Boys traz uma das decisões mais chocantes de toda a série, porque quebra completamente a lógica construída até então entre Soldier Boy e Capitão Pátria.
Depois de episódios reforçando o ódio entre os dois e deixando claro que ele não permitiria que o filho se tornasse ainda mais poderoso, a escolha de entregar o V-One parece, à primeira vista, contraditória. Mas, na verdade, ela faz todo sentido dentro da mente de Soldier Boy.
A mudança não vem do Capitão Pátria, vem de Tempesta
Durante boa parte da temporada, Soldier Boy demonstra desprezo pelo Capitão Pátria, chegando a afirmar que ele não merece o V-One e que permitir que ele se torne imortal seria um erro irreversível. Esse posicionamento faz com que o público espere justamente o oposto do que acontece no episódio.
O ponto de virada, no entanto, não tem relação direta com o filho. Tem relação com Tempesta.
Ao assistir ao vídeo que revela mais sobre o passado e as conexões envolvendo Tempesta, Soldier Boy não reage apenas com raiva ou frustração. O que vem à tona é algo mais profundo: o sentimento que ele ainda carrega por ela, mesmo após tudo. E é isso que muda tudo.


“Eu amei ela mais”: a frase que explica a decisão
O momento-chave da decisão acontece quando o próprio Capitão Pátria questiona Soldier Boy, lembrando que ele o odeia. A resposta é direta e brutal, e ele não nega. Ele apenas coloca algo acima disso.
Ao dizer que amava Tempesta mais do que odiava o filho, Soldier Boy revela que sua escolha não é racional, estratégica ou heroica. Ela é emocional e profundamente egoísta, guiada por um apego que ultrapassa qualquer lógica de certo ou errado.
Na cabeça dele, dar o V-One para o Capitão Pátria não é fortalecer um vilão. É honrar o desejo de alguém que ele amava.
Um ato que destrói o plano… e o mundo
A consequência dessa decisão é imediata e devastadora. O plano dos protagonistas, que dependia de manter o V-One longe do Capitão Pátria para torná-lo vulnerável ao vírus anti-supes, simplesmente deixa de existir.
De uma hora para outra, o maior inimigo da série se torna ainda mais poderoso. Isso não apenas muda o equilíbrio de forças, mas também reforça uma das principais mensagens da temporada: o maior perigo não está apenas no poder, mas nas decisões emocionais de quem o controla.


Soldier Boy escolhe o passado em vez do futuro em The Boys
Outro ponto importante é que essa decisão mostra quem Soldier Boy realmente é. Ao invés de olhar para o impacto global de suas ações, ele escolhe se apegar ao passado, a uma relação que já não existe, ignorando completamente as consequências.
Essa escolha revela uma incapacidade de evoluir. Enquanto outros personagens tentam quebrar ciclos ou corrigir erros, Soldier Boy repete padrões, colocando sentimentos pessoais acima de qualquer responsabilidade maior.
Nem mesmo Mana Sábia previu isso
O mais interessante é que nem Mana Sábia, considerada a mente mais estratégica da série, conseguiu prever esse movimento. Ela esperava que Soldier Boy destruísse o V-One, principalmente após as revelações envolvendo Tempesta. Mas ela comete um erro crucial.
Subestima o quanto ele ainda a ama. Esse detalhe mostra que, por mais inteligente que alguém seja, existem fatores que fogem à lógica, especialmente quando envolvem emoção, trauma e obsessão.
Capitão Pátria agora é praticamente imparável?
Com o V-One em seu corpo, Capitão Pátria atinge um novo nível de poder, o que levanta a grande questão: ainda existe uma forma de derrotá-lo?
The Boys sugere que sim, mas as possibilidades são cada vez mais limitadas.
O próprio Soldier Boy ainda pode retirar os poderes dele, como já fez com outros supes, e personagens como Ryan ou até Butcher podem desempenhar papéis importantes em um confronto final. Ainda assim, o cenário agora é muito mais desesperador do que antes.
No fim das contas, a escolha de Soldier Boy não é apenas um choque narrativo. Ela define o tom dos episódios finais.
Ao colocar o vilão em uma posição quase invencível por causa de uma decisão emocional, The Boys reforça sua essência: um mundo onde poder, trauma e relações distorcidas caminham juntos, criando consequências imprevisíveis.

