Crianças tristes nem sempre choram ou demonstram preocupação. Álvaro Bilbao explica como identificar sinais de sofrimento emocional e acolher os filhos
Resumo
O neuropsicólogo infantil Álvaro Bilbao alerta que a tristeza em crianças raramente se manifesta pelo choro direto, sendo frequentemente expressa por meio de raiva, distanciamento e comportamentos tidos como inadequados. Por terem dificuldade em nomear sentimentos, elas precisam de um ambiente seguro e da atenção dos pais aos seus sinais para expressarem suas emoções sem medo de repreensão, o que é fundamental para aprimorar o diálogo e a educação emocional na rotina da família.
Álvaro Bilbao, especialista em psicologia infantil: ‘Quando as crianças estão tristes, elas não demonstram tristeza nem preocupação, mas sim raiva e distanciamento’.
Foto: Reprodução/TV Globo / Purepeople
Nem sempre uma criança triste vai chorar, demonstrar preocupação ou admitir que alguma coisa está errada. Em determinadas situações, o sofrimento emocional pode aparecer de outra maneira: na irritação, no afastamento dos familiares ou em atitudes que os adultos interpretam como desobediência. Entender esses sinais, portanto, pode ser um passo importante para melhorar a comunicação entre pais e filhos.
O neuropsicólogo infantil Álvaro Bilbao chamou a atenção para essa questão em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual compartilhou orientações para ajudar as crianças a expressar o que sentem. O especialista, conhecido por abordar temas relacionados à criação dos filhos e à educação emocional, destaca que os pequenos nem sempre conseguem identificar as próprias emoções ou encontrar palavras para explicar o que estão vivendo.
“Quando estão tristes, não vão demonstrar tristeza nem preocupação, mas vão se mostrar irritados, distantes ou apresentar comportamentos que consideramos inadequados”, explica Bilbao, em declaração reproduzida pelo jornal espanhol El Confidencial.
Como ajudar os filhos a expressar o que sentem?
Para facilitar esse diálogo, Bilbao apresenta quatro recomendações que podem ser incorporadas à rotina familiar. A proposta é criar um ambiente no qual as crianças se sintam seguras para falar sobre suas emoções, sem medo de serem repreendidas ou incompreendidas.
1. Observe as mudanças de comportamento
O primeiro passo é prestar atenção à maneira como a criança age. S…
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