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De volta ao SBT, Boris Casoy se reafirma de direita e sem arrependimento do apoio ao golpe de 64


Jornalista com passagens também por Record, Band, RedeTV! e CNN Brasil está entre os poucos que declaram posição política

31 mai
2026
– 09h55

(atualizado às 09h55)

Em entrevista a esta coluna em junho de 2021, Boris Casoy definiu sua posição ideológica.

“No espectro europeu sou de direita, direita democrática. Não da direita burra, extremista, embora eu tenha sido injustamente acusado disso.”

Neste domingo (31), na coluna de Mônica Bergamo na ‘Folha’, o veterano jornalista, 85 anos, voltou ao tema.

“De centro-direita. Eu seria uma direita europeia civilizada, liberal mesmo. A esquerda precisa ser respeitada, há ideias e governos de esquerda e centro-esquerda muito bons”, afirma.

“Procuro separar a ideologia da administração do dia a dia de um país e procuro ser construtivo. Não odeio os meus amigos de esquerda, não rompi com ninguém.”

Na mesma entrevista, o apresentador reforçou o apoio ao golpe de 1964 que derrubou o presidente João Goulart e colocou o Brasil sob regime militar por 21 anos.

“Não me arrependo. Primeiro, é preciso levar em consideração que havia um ambiente de Guerra Fria”, diz. 

“Existia mesmo um perigo, talvez não tão intenso quanto um regime comunista, mas uma república sindical, algo assim. O governo (à esquerda) não ia bem.”

“Mais tarde, apoiei a volta da democracia.”

Nesta segunda-feira (1), Boris Casoy ressurge no SBT News na função de comentarista político. 

Foi no SBT onde fez história no comando do ‘TJ Brasil’ entre 1988 e 1997, consolidando no Brasil a figura clássica do âncora que opina.




Boris Casoy em seu 'Jornal do Boris', transmitido no YouTube diretamente do escritório do jornalista

Boris Casoy em seu ‘Jornal do Boris’, transmitido no YouTube diretamente do escritório do jornalista

Foto: Reprodução



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