Depois de levar mais de 6 milhões de espectadores aos cinemas, Minha Melhor Amiga chegou à Netflix ocupando diretamente o primeiro lugar entre os filmes mais assistidos da plataforma no Brasil.
A comédia acompanha Clara e Júlia, duas amigas inseparáveis que decidem viajar juntas depois de enfrentarem diferentes crises pessoais. Durante a jornada, elas tentam recuperar a liberdade, reorganizar a vida e lidar com questões que surgem após os 50 anos, como menopausa, síndrome do ninho vazio, relacionamentos desgastados e o medo de envelhecer.
A amizade real entre Ingrid Guimarães e Mônica Martelli aparece como uma das grandes forças do filme. A sintonia das atrizes dá naturalidade às conversas e ajuda a criar identificação com mulheres que raramente encontram suas experiências representadas nas grandes comédias nacionais.
Nem todo mundo, porém, embarcou na viagem. Muitos espectadores chamaram o filme de “raso” e “bobo”, criticando os clichês, os diálogos com frases de autoajuda e uma história que, em determinados momentos, parece apenas uma sequência de situações engraçadas sem maior profundidade. Em avaliações nas redes sociais, alguns espectadores o elegeram como o “filme mais bobo do ano”.
As críticas, porém, não impediram o fenômeno. E ao que parece, o público está mesmo buscando algo “bobinho” para se alienar. Depois do enorme desempenho nos cinemas, Minha Melhor Amiga estreou diretamente no Top 1 da Netflix e ganhou uma nova audiência no streaming.
Afinal, o público está certo ao abraçar o filme ou o sucesso é maior do que sua qualidade?

