“As soluções militares não são soluções de longo prazo”, insistiu, acrescentando que a comunidade internacional não pode “correr o risco de operações militares que poderiam sair do controle em uma região que já um barril de pólvora”. Lemoine sentencia que “o Irã é um país desestabilizador” e “o programa nuclear e balístico são ameaças reais”, mas reitera que a via diplomática continua sendo o caminho a seguir.
Araghchi, fará um discurso nesta no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Segundo o site oficial do Conselho, o chanceler iraniano discursará por cerca de dez minutos a partir das 13h (GMT). Pouco antes, o embaixador de Israel na ONU em Genebra, Daniel Meron, concederá uma entrevista coletiva à imprensa, informou a organização.
Novos bombardeios
No oitavo dia de guerra, o Exército israelense anunciou nesta sexta-feira ter bombardeado dezenas de alvos em Teerã durante a noite, incluindo um “centro de pesquisa e desenvolvimento do projeto de armas nucleares iraniano”.
Israel havia afirmado na noite de quinta-feira que qualquer ajuda seria “bem-vinda” para acabar com o programa nuclear de Teerã, que nega sua intenção de fabricar armas atômicas, mas defende seu direito de desenvolver um programa nuclear civil.
Afirmando que o Irã está prestes a adquirir a bomba atômica, Israel lançou em 13 de junho um ataque aéreo contra a República Islâmica, o que desencadeou a reação iraniana. Desde então, os ataques israelenses ao Irã e os disparos de mísseis iranianos contra o território israelense têm se multiplicado.
Fonte: Uol

