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A polêmica que Emergência Radioativa da Netflix causou em Goiânia


A série Emergência Radioativa, que estreou em 18 de março, voltou a colocar o Brasil diante de uma das maiores tragédias de sua história. Mas, além do impacto da narrativa, a produção também gerou polêmica, especialmente em Goiânia, onde o caso real aconteceu.

A obra revisita o acidente com o Césio-137, ocorrido nos anos 1980, considerado o maior desastre radiológico fora de usinas nucleares do mundo. Ainda assim, a decisão de não gravar cenas na cidade onde tudo aconteceu incomodou moradores e autoridades locais.

Goiânia reage à ausência de gravações de Emergência Radioativa na cidade

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Imagem: Divulgação/Netflix.

A polêmica ganhou força após o Conselho Municipal de Cultura de Goiânia divulgar uma carta aberta criticando a produção. Segundo o órgão, não havia motivo para recriar cenários em São Paulo, já que a própria cidade possui estrutura suficiente para receber uma série desse porte.

Para muitos, a ausência de filmagens no local real representa uma falta de sensibilidade com a memória das vítimas e com a história da cidade, que viveu momentos de grande tensão durante o acidente.



O caso retratado em Emergência Radioativa começou quando um material radioativo foi retirado de um aparelho abandonado e levado para um ferro-velho. Encantados com o brilho azulado da substância, moradores manipularam o material sem saber do risco, o que resultou em mortes e sequelas duradouras.

A discussão também levanta um ponto maior sobre o audiovisual brasileiro: a concentração de produções no eixo Sudeste. Para críticos, valorizar o local onde a história aconteceu seria uma forma de preservar a memória e dar mais autenticidade à narrativa.



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