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Argentinos se dividem entre apatia e esperança em dia de eleição


Quase 36 milhões de eleitores estão convocados a votar, sendo quase 1,2 milhão de jovens entre 16 e 17 anos. Os argentinos vão renovar metade da Câmara dos Deputados (127) e um terço do Senado (24), cujos mandatos começarão em 10 de dezembro e se estenderão por quatro anos no caso dos deputados, e seis anos no caso dos senadores.

A votação é considerada decisiva para o projeto político do governo, que tenta ampliar sua base legislativa e garantir apoio para suas reformas econômicas e institucionais, como a promessa de uma reforma trabalhista e previdenciária, e manutenção de seus vetos.

Atualmente, a coalizão liderada por Milei governa com minoria nas duas casas e depende de acordos, o calcanhar de Aquiles do presidente, que padece de habilidade para negociar.

A oposição peronista, por outro lado, busca se reestruturar e recuperar terreno, já que, desde a derrota eleitoral presidencial, em 2023, e com a prisão de Cristina Kircher, o peronismo ainda não conseguiu se reorganizar.

Para muitos analistas, o resultado deste domingo servirá como um “termômetro” sobre o humor do argentino e uma espécie de “plebiscito” sobre os dois anos de governo Milei.

Uma boa performance do Liberdade Avança (mais de 40% dos votos) pode fortalecer o presidente e dar novo impulso a seu programa de redução do Estado e mais ajustes econômicos, prometidos por ele; já uma derrota significativa (abaixo de 30%) pode abrir caminho para um Congresso mais hostil e aumentar as pressões sobre o governo, em um contexto de crise social, com inúmeros protestos de rua.

Os partidos se reuniram em bunkers, no início da noite, para acompanhar o resultado da votação.





Fonte: Uol

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