Psicologia mostra dois tipos de memórias afetivas que podem ajudar no crescimento saudável de uma criança
Apesar da exposição constante desde a infância, Bruna conseguiu construir uma carreira sólida e atravessar diferentes fases da vida pública sem grandes rupturas em sua imagem.
Foto: Reprodução/Instagram, TV Globo / Purepeople
O que faz uma criança se tornar um adulto emocionalmente mais seguro? Durante muito tempo, acreditou-se que grandes demonstrações de carinho, elogios constantes ou recompensas fossem os principais ingredientes para um desenvolvimento saudável.
Mas estudos da psicologia do desenvolvimento apontam para dois tipos de memórias afetivas saudáveis na infância: sentir-se visto sem ter que fazer nada de especial e aprender que um vínculo pode ser reparado após um conflito.
Uma das pesquisas mais relevantes sobre o tema começou na Nova Zelândia há mais de quatro décadas. O estudo acompanhou pessoas nascidas entre 1º de abril de 1972 e 30 de março de 1973 na região metropolitana de Dunedin, na Ilha Sul do país, analisando aspectos físicos, emocionais e comportamentais ao longo da vida.
Os resultados ajudaram especialistas a compreender que algumas das experiências mais valiosas da infância não estão ligadas a presentes, conquistas ou elogios, mas à construção de vínculos emocionais seguros.
A primeira memória mostra que a criança aprende que merece amor e atenção simplesmente por existir. Um exemplo simples ajuda a ilustrar essa ideia: uma criança desenhando enquanto um dos pais lê um livro por perto.
Não há correções, cobranças ou exigências. Existe apenas a presença emocional do adulto. Embora pareça uma cena comum, ela transmite uma mensagem poderosa: o afeto não depende de desempenho.
Segundo especialistas, esse tipo de experiência contribui para a formação de adultos com autoestima ma…
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