Ela relata que seu grupo então se dividiu e começou a pedir abrigo nos outros caminhões que estavam parados na estrada para aguardarem as equipes de resgate do Chile. “Éramos 16 brasileiros mais o guia e o motorista e achamos inicialmente que sairíamos dali em duas horas. Só depois percebemos que iria demorar mais.”

32 horas de tensão
Fernanda lembra que a espera foi angustiante. “Passamos a noite toda com o aquecimento dos caminhões ligado por causa do frio, ventava muito, estávamos com pouca comida e também com muito medo de que ocorresse deslizamento de neve ou terremoto naquela região. Pensávamos a toda hora que íamos morrer. Foram momentos de apreensão, em que precisamos uns apoiar os outros para conseguirmos sair de lá bem.”
A brasileira e o grupo foram resgatados na quinta-feira (26) pelo Exército chileno, 24 horas depois do incidente, e ela afirma que, além dessa espera, o resgate em si durou mais oito horas. “Fomos levados pelo caminhão do Exército para o posto de atendimento médico em San Pedro e no caminho precisávamos parar por causa da neve ou para que mais pessoas fossem resgatadas.”
Durante a operação, Fernanda conta ainda que passou mal. Ela teve baixa oxigenação e hipotermia, mas foi prontamente atendida pela médica socorrista que os acompanhou no caminhão de resgate. “O Chile tem uma equipe de resgate estruturada e, assim que chegaram, recebemos água, comida, agasalhos e todo apoio. Todos nós passamos por uma avaliação completa também com médicos, psicólogos e assistentes sociais no hospital e só depois fomos liberados. Eles foram extremamente cuidadosos.”
Fonte: Uol

