Se o Brasil produzir internamente 30% dos bens atualmente importados pelo setor de defesa, estima-se que a indústria geraria um impacto positivo de R$ 29,5 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto).
O cálculo é do Simulador de Impacto Socioeconômico projetado pelo Observatório Nacional da Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O dado foi apresentado com exclusividade ao CNN Money.
Segundo o especialista em Políticas e Indústria da CNI, Danilo Severian, orientar esforços para a produção nacional na área de defesa e segurança alavanca o nível de maturidade tecnológica do país, promove empregos mais qualificados e encadeamentos produtivos mais complexos, incluindo os de uso civil.
Atualmente, o Brasil importa, em média, R$ 70,8 bilhões por ano em produtos de defesa e segurança, com itens que vão desde coletes balísticos até mísseis e componentes para aeronaves. Mais de 90% das importações no setor são de uso dual, com aplicação militar e civil.
O levantamento da Confederação também aponta que o desenvolvimento do setor geraria 226 mil empregos diretos e indiretos, sendo, em grande parte, de alta qualificação técnica, já que envolve atividades intensivas em tecnologia, engenharia e inovação.
Ademais, a produção nacional também seria capaz de arrecadar R$ 9,9 bilhões em tributos indiretos e contribuições sociais.

