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Criaturas Extraordinariamente Brilhantes é bom? Vale assistir?


Criaturas Extraordinariamente Brilhantes talvez não seja aquele tipo de filme que explode nas redes sociais ou domina discussões por semanas. Mas existe algo extremamente acolhedor e sincero nele que faz valer bastante a experiência, principalmente para quem gosta de dramas humanos mais calmos e emocionais.

Baseado no livro de sucesso de Shelby Van Pelt, o longa da Netflix acompanha a relação improvável entre uma mulher solitária e um polvo extremamente inteligente dentro de um aquário. Sim, a premissa parece estranha num primeiro momento. Mas surpreendentemente funciona muito bem.

Sally Field é o coração completo do filme

Grande parte do sucesso de Criaturas Extraordinariamente Brilhantes vem da atuação de Sally Field.

Ela interpreta Tova, uma funcionária de aquário que ainda vive presa ao luto pela morte do filho e prefere manter distância emocional das pessoas ao redor.

A atuação dela carrega praticamente o filme inteiro. Sally Field consegue alternar momentos de humor, tristeza e vulnerabilidade com uma naturalidade impressionante, especialmente porque a narrativa trabalha muito sobre envelhecimento, solidão e medo do futuro sem transformar a personagem em caricatura.

E honestamente? É raro ver filmes recentes dando tanto espaço emocional para personagens femininas mais velhas sem cair em exageros ou sentimentalismo forçado.

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Imagem: Netflix.

O polvo rouba cenas sem virar gimmick

O outro grande destaque é Marcellus, o polvo dublado por Alfred Molina. Ele funciona quase como um observador sarcástico da humanidade. Preso dentro do aquário, Marcellus cria uma conexão silenciosa com Tova e acaba ajudando a protagonista a enfrentar dores que ela evita há anos.

O mais interessante é que o filme não transforma o polvo em algo fantasioso demais. Apesar da premissa delicadamente absurda, Criaturas Extraordinariamente Brilhantes permanece bastante pé no chão. O foco nunca está realmente no “animal inteligente”, mas sim em pessoas quebradas tentando encontrar algum sentido emocional umas nas outras.

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes é confortável, simples e extremamente leve

A crítica define Criaturas Extraordinariamente Brilhantes como um “gentle afternoon watch”, algo como aquele filme confortável de tarde que você assiste quase sem perceber o tempo passar.



E isso resume perfeitamente a experiência. Criaturas Extraordinariamente Brilhantes não tenta ser grandioso ou revolucionário. É um drama pequeno, íntimo e muito focado nas relações humanas.

Existe até uma certa previsibilidade na trama. Algumas histórias românticas paralelas são pouco desenvolvidas e determinados momentos seguem uma fórmula bastante tradicional.

Só que o filme compensa isso com sinceridade emocional.

O final funciona justamente pela simplicidade

Mesmo sem grandes reviravoltas, o filme constrói um encerramento emocionalmente satisfatório.

Segundo a crítica, o ato final consegue ser doce e genuinamente tocante, principalmente porque a relação entre Tova e Marcellus amadurece de forma muito orgânica até ali.

Talvez o longa não faça você chorar desesperadamente como parece querer em alguns momentos, mas ele termina deixando exatamente aquela sensação agradável de conforto emocional.

Então vale assistir?

Sim, especialmente se você gosta de dramas humanos mais leves, acolhedores e focados em personagens.

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes não é um filme acelerado nem cheio de grandes acontecimentos. Ele funciona muito mais através de pequenos silêncios, conversas simples e personagens tentando sobreviver à própria solidão.

E em tempos em que tantas produções parecem desesperadas para chamar atenção o tempo inteiro, existe algo muito bonito em um filme que simplesmente quer contar uma história gentil sobre perda, amizade e recomeços.



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