Em seguida, o advogado apontou o racismo e a homofobia sofridos pelo casal: “Mais grave, a decisão representa a vitória do preconceito contra um jovem nordestino, negro e homossexual, além de expressar estigmatização contra o universo cultural do brega funk. Tal constatação é reforçada por trecho da própria sentença em que se afirma que não é porque Hytalo é negro e gay assumido, inclusive casado com um homem, que teria personalidade desvirtuada”.
“Se inexistisse preconceito, seria absolutamente desnecessária a menção a tais características pessoais, que não guardam qualquer pertinência jurídica com os fatos discutidos no processo. A simples inclusão desse tipo de observação revela o viés que contaminou o julgamento”, prosseguiu.
Na próxima terça-feira (24/2), será julgado o habeas corpus: “Permanece hígido, não perdendo seu objeto em razão da sentença proferida. Confia-se plenamente no Egrégio Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, certo de que não legitimará tamanha aberração jurídica nem compactuará com qualquer forma de preconceito”, afirmou.
Em seguida, o texto informou que, junto ao Conselho Nacional de Justiça, será apurada a conduta do magistrado, principalmente no que se refere à “utilização de expressões de cunho preconceituoso incompatíveis com a imparcialidade e a sobriedade que se exigem da função jurisdicional”.
O caso de Hytalo e Euro ganhou repercussão nacional em agosto do ano passado, em 2025, após o youtuber Felca publicar um vídeo denunciando supostas práticas de exploração de menores envolvendo o influenciador paraibano, principalmente com a menor Kamylinha.
Desde 15 de agosto, Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos. Inicialmente detidos em São Paulo, foram transferidos para a Paraíba e permanecem em prisão preventiva desde o dia 28 daquele mês. O caso foi amplamente divulgado por este site, inclusive com notícias exclusivas.
Fonte: Portal Leo Dias

