A recente decisão do presidente americano Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto de 2025, acendeu o alerta máximo no setor empresarial do Brasil. A medida, segundo a justificativa oficial, foi motivada por questões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF). Mas para especialistas, as consequências vão muito além da diplomacia.
Para a advogada e especialista em Direito Tributário e Planejamento Estratégico, Dra. Karla Karina Lemos, o momento exige ação rápida e inteligente por parte dos empresários brasileiros. A tarifa representa um duro golpe às exportações e exige respostas em três frentes: proteção patrimonial, redução legal da carga tributária e reestruturação fiscal.
“Essa decisão não é apenas simbólica. Ela impacta diretamente a competitividade de nossas empresas no maior mercado consumidor do mundo. Agora, mais do que nunca, o empresário precisa se blindar juridicamente, proteger seu patrimônio e reorganizar sua estrutura tributária”, afirma Dra. Karla Karina.
Tarifa alta, riscos maiores
A sobretaxa de 50% anunciada por Trump atinge de forma indiscriminada todos os produtos brasileiros, afetando diretamente setores estratégicos como o agronegócio, siderurgia, indústria de base e têxteis.
Com décadas de experiência em reestruturações empresariais, Dra. Karla alerta que o maior erro agora seria a inércia:
“O Brasil não pode mais operar com improviso. A alta carga tributária interna já sufoca as empresas. Agora, com esse agravamento externo, quem não estiver bem estruturado corre sérios riscos financeiros e patrimoniais”, pontua.
Hora de proteger o que é seu
Além dos reflexos diretos nas exportações, Dra. Karla chama atenção para um ponto que ainda passa despercebido por muitos empresários: a necessidade urgente de proteger o patrimônio pessoal e familiar diante de crises econômicas e instabilidade internacional.
“A blindagem patrimonial — feita de forma legal e ética — evita que eventuais prejuízos da empresa contaminem o patrimônio do empresário e da família. É uma forma inteligente de preservar o que foi construído ao longo de anos”, explica.
Entre os principais instrumentos apontados por ela estão:
• Constituição de holdings patrimoniais e familiares;
• Planejamento tributário estratégico, focado em redução legal de impostos;
• Reorganização da estrutura societária da empresa;
• Avaliação de oportunidades de internacionalização segura dos ativos.

Planejar agora é sobreviver amanhã
A advogada reforça que a instabilidade tributária e comercial é uma realidade que deve fazer parte da estratégia do empresário brasileiro. E que a busca por soluções só pode ocorrer antes do problema estourar.
“O planejamento tributário deixou de ser uma vantagem competitiva. Hoje, é uma ferramenta de sobrevivência. A empresa que não estiver organizada financeiramente, juridicamente e tributariamente terá muito mais dificuldade para se adaptar — e menos chance de resistir”, conclui Dra. Karla Karina Lemos.

