“Essa é uma clara violação da lei dos Estados Unidos”, disse Lawrence Gostin, diretor fundador do Instituto O’Neill de Direito da Saúde Global da Universidade de Georgetown, em Washington, observador atento da OMS. “Mas é muito provável que Trump consiga se safar.”
Falando à Reuters em Davos, Bill Gates – presidente da Fundação Gates, um dos principais financiadores de iniciativas de saúde global e de parte do trabalho da OMS – disse que não esperava que os Estados Unidos reconsiderassem a curto prazo.
“Não acho que os Estados Unidos voltarão à OMS em um futuro próximo”, disse ele, acrescentando que, quando tivesse a oportunidade de defendê-la, o faria. “O mundo precisa da Organização Mundial da Saúde.”
O QUE SIGNIFICA A SAÍDA
Para a OMS, a saída dos Estados Unidos desencadeou uma crise orçamentária que a levou a cortar sua equipe de gestão pela metade e a reduzir o trabalho, cortando orçamentos em toda a agência. Tradicionalmente, Washington tem sido, de longe, o maior financiador da agência de saúde da ONU, contribuindo com cerca de 18% de seu financiamento geral. A OMS também reduzirá cerca de um quarto de sua equipe até a metade deste ano.
A agência disse que tem trabalhado com os Estados Unidos e compartilhado informações no último ano. Não ficou claro como a colaboração funcionará daqui para frente.
Fonte: Uol

