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Everyone Is Doing Great | A história por trás da série na Netflix


A chegada de Everyone Is Doing Great à Netflix Brasil pode até ter passado despercebida em meio aos grandes lançamentos do streaming, mas existe uma boa chance dessa série acabar surpreendendo muita gente. Principalmente quem cresceu assistindo dramas adolescentes dos anos 2000 e hoje encara aquela sensação desconfortável de perceber que a vida adulta definitivamente não saiu como o planejado.

Criada e estrelada por James Lafferty e Stephen Colletti, conhecidos por One Tree Hill, a produção chegou originalmente ao Hulu em 2021 e agora ganha uma nova chance de encontrar público. E talvez o momento seja ainda mais apropriado agora, porque a série fala justamente sobre pessoas tentando se reinventar depois de acreditarem que seus melhores anos já ficaram para trás.

Mas afinal: vale a pena assistir?

Sobre o que fala Everyone Is Doing Great?

A série acompanha Jeremy e Seth, dois ex-astros de uma série de vampiros chamada Eternal, que fez enorme sucesso anos antes. O problema é que o fenômeno acabou, a fama evaporou e os dois ficaram presos em um limbo emocional e profissional enquanto tentam entender qual será o próximo passo da vida.

Enquanto Seth ainda tenta manter alguma esperança na carreira de ator, fazendo testes e buscando novos caminhos, Jeremy mergulha em uma rotina caótica, desorganizada e extremamente autodestrutiva. Aos poucos, a série vai revelando que os dois vivem crises muito maiores do que apenas a falta de trabalho.

Existe uma melancolia constante em Everyone Is Doing Great, mas ela nunca transforma a série em um drama pesado. Pelo contrário: o roteiro usa humor constrangedor, situações absurdas e diálogos extremamente humanos para transformar o fracasso desses personagens em algo quase reconfortante para quem assiste.

E talvez esse seja justamente o maior trunfo da produção.

image 3 4 - Everyone Is Doing Great na Netflix mistura humor, crise existencial e nostalgia dos anos 2000image 3 4 - Everyone Is Doing Great na Netflix mistura humor, crise existencial e nostalgia dos anos 2000

A série da Netflix é muito mais identificável do que parece

À primeira vista, pode parecer difícil se conectar com dois ex-galãs de Hollywood tentando recuperar relevância. Só que a série Everyone Is Doing Great rapidamente abandona essa superficialidade e começa a falar sobre insegurança, comparação, autoestima e medo de recomeçar depois dos 30 anos.

Jeremy e Seth passam boa parte do tempo tentando fugir da realidade. Eles procrastinam, tomam decisões ruins, vivem relacionamentos complicados e claramente não sabem o que fazer consigo mesmos. Em muitos momentos, a sensação é de assistir duas pessoas emocionalmente paradas no tempo.



Só que é justamente aí que a série encontra sua força.

Ao invés de transformar os protagonistas em caricaturas de atores fracassados, Everyone Is Doing Great faz deles personagens incrivelmente humanos. A produção entende como é difícil recomeçar quando você acreditava que já deveria estar “com a vida resolvida”.

E isso bate forte em muita gente.

A amizade entre os protagonistas é o coração da série

Outro ponto que faz a série funcionar tão bem é a química entre James Lafferty e Stephen Colletti. Isso acontece porque a amizade dos personagens acaba refletindo a relação real entre os dois atores, que se conhecem desde os tempos de One Tree Hill.

A convivência entre Jeremy e Seth oscila entre algo genuinamente carinhoso e completamente dependente emocionalmente. Eles brigam, se apoiam, se irritam e tentam sobreviver juntos enquanto suas vidas desmoronam lentamente.

Existe uma naturalidade muito grande nas interações, algo raro em séries desse estilo. Em vários momentos, parece realmente que estamos assistindo dois amigos tentando se manter de pé no meio de uma crise pessoal gigantesca.

Isso torna até as cenas mais simples muito envolventes.

Então… vale a pena assistir Everyone Is Doing Great?

Sim, principalmente se você gosta de séries menores, mais humanas e focadas em personagens imperfeitos.

Everyone Is Doing Great não tenta ser uma grande produção da Netflix cheia de reviravoltas explosivas. Ela funciona melhor justamente por parecer íntima, desconfortável e honesta. É uma série sobre fracassar, envelhecer, sentir vergonha de si mesmo e ainda assim continuar tentando.

Além disso, o humor cringe da produção ajuda bastante a equilibrar o peso emocional da história. A série entende que rir do caos às vezes é a única maneira de sobreviver a ele.

Quem cresceu acompanhando séries adolescentes dos anos 2000 provavelmente vai sentir uma camada extra de nostalgia ao assistir James Lafferty e Stephen Colletti brincando justamente com a imagem de ex-galãs esquecidos pela indústria.

Mas mesmo quem nunca viu One Tree Hill pode acabar se surpreendendo.

Porque no fim das contas, Everyone Is Doing Great fala sobre algo extremamente universal: aquela sensação desconfortável de olhar para a própria vida e perceber que talvez ninguém esteja realmente “indo tão bem assim”.



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