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Ex-narrador da Globo detona emissora: ‘Política de diversidade’


O ex-narrador da Globo, Milton Leite, falou sobre os rumos da emissora após ter deixado o canal

Durante uma participação recente no Charla Podcast, o narrador esportivo Milton Leite trouxe à tona uma análise crítica sobre mudanças nos bastidores da TV Globo. Após quase duas décadas de atuação no grupo, ele afirmou que a emissora teria priorizado a diversidade em suas transmissões esportivas sem, segundo sua visão, garantir o mesmo nível de preparo entre os profissionais escalados. A declaração rapidamente repercutiu, reacendendo debates sobre critérios de escolha no setor.




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Foto: narrador da Globo detona emissora: ‘Política de diversidade’ / Mais Novela

Ao comentar o cenário atual, o jornalista reconheceu que a diversidade não é uma decisão isolada da Globo, mas uma tendência mais ampla no mercado audiovisual. Ele explicou: “Eu percebi que isso estava acontecendo [a demanda por diversidade na TV], até vocês percebem isso. Hoje temos uma política de diversidade, que não é só na Globo, todo mundo está fazendo isso. Porque isso se tornou uma exigência do mercado”. Ainda reforçou que não se tratou de uma imposição interna específica: “Não é que alguém na Globo acordou e falou: ‘Mulher tem que narrar aqui, negro tem que comentar aqui’. Não! Não teve isso em nenhum momento”.

Debate sobre diversidade e meritocracia

Apesar de reconhecer a importância da representatividade, Milton Leite destacou que, em sua avaliação, houve um desequilíbrio na forma como essas mudanças foram implementadas. Ele ampliou o raciocínio para além do esporte, mencionando outras áreas da televisão: “Isso não é só no esporte. Pega as novelas de hoje e as novelas de antigamente, né? E acho que está absolutamente correto, tem que ter espaço para todo mundo”. Ainda assim, pontuou que o processo deveria ter sido conduzido com mais cautela.

Por fim, o narrador reforçou sua crítica ao que considera uma aceleração inadequada nesse processo dentro da emissora e também do SporTV. Segundo ele, o espaço concedido deveria vir acompanhado de comprovação de desempenho equivalente: “O que eu não acho que seja muito correto é você dar espaço e a pessoa, ao ter o espaço, tem que mostrar estar do mesmo nível que eu, melhor que eu ou pior que eu. E isso não aconteceu”. Ele concluiu dizendo que profissionais passaram à frente sem demonstrarem preparo suficiente: “As pessoas começaram a ser escaladas na TV Globo e no Sportv sem ter demonstrado tanta competência para passar na minha frente, por exemplo”.



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