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Gestão Tarcísio cobra governo federal sobre rompimento de contrato da Enel


Em 16 de dezembro de 2025, o ministro, Tarcísio e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), anunciaram que acionariam a Aneel para dar início ao processo de caducidade após reunião de quase três horas, a portas fechadas, no Palácio dos Bandeirantes. Alguns dias antes, o governador e o prefeito também trataram do tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o lançamento do canal televisivo SBT News. Apesar do ambiente de cooperação da ocasião, o clima atual entre as gestões parece ter mudado novamente.

No dia 10 daquele mês, após uma ventania histórica atingir a capital e a Grande São Paulo, cerca de 2,3 milhões de imóveis ficaram sem energia. O apagão reacendeu críticas à concessionária e expôs a repetição de blecautes já registrados no ano anterior.

Embora o serviço seja prestado na capital paulista e em outros 23 municípios da Região Metropolitana, a concessão é de competência federal, cabendo à Aneel conduzir eventual processo de anulação do contrato. O acordo vigente se estende até 2028, e a possibilidade de renovação antecipada chegou a ser cogitada pelo ministério de Minas e Energia.

O episódio também gerou atrito político entre as gestões Lula e Tarcísio. Em declarações anteriores, Alexandre Silveira afirmou que Tarcísio e Nunes faziam “disputa política” a partir de um evento climático extremo. Já o governador cobrou que o governo federal “se movimentasse” e afirmou que não haveria condições de “empurrar goela abaixo” a renovação do contrato em 2028.

Ainda assim, o chefe do Executivo paulista evitou críticas ao modelo privado de gestão e direcionou as cobranças especificamente à Enel. Segundo ele, se a empresa é “geradora de caixa”, uma eventual intervenção poderia utilizar esses recursos para custear despesas operacionais (Opex) e investimentos (Capex) necessários à normalização do serviço, ressaltando que planos de contingência nem sempre se mostram suficientes.

Após o apagão de dezembro, o ministério mudou de posição e informou que a gestão Lula determinou “rigor absoluto” na fiscalização da concessionária, destacando que não tolerará “falhas reiteradas, interrupções prolongadas ou qualquer desrespeito à população, especialmente em um serviço essencial”.





Fonte: Uol

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