O episódio 7 de Mulheres Imperfeitas chega como um verdadeiro ponto de ruptura na temporada, justamente porque abandona qualquer ilusão de estabilidade e mergulha de vez no caos emocional e psicológico das personagens. Ao mesmo tempo em que a investigação sobre a morte de Nancy ganha novos contornos, a série intensifica o conflito central ao mostrar que a verdade pode ser muito mais confusa do que parecia no início.
E, no meio disso tudo, surge uma pergunta que muda completamente o rumo da história: Scott Reed é realmente o assassino?
Mary finalmente enxerga quem é Howard
Ao longo do episódio, Mary passa por uma transformação importante, porque deixa de apenas suspeitar de Howard e finalmente testemunha, de forma direta, até onde ele é capaz de ir para manter o controle. Isso acontece quando ele manipula toda a situação envolvendo os filhos, chegando ao extremo de dopar a própria filha apenas para incriminar Mary e garantir vantagem em uma disputa de custódia.
A partir desse momento, não se trata mais de dúvida, mas de certeza emocional. Mary passa a enxergar Howard como alguém frio, calculista e disposto a tudo, o que reforça ainda mais sua convicção de que ele pode, sim, ter assassinado Nancy.
No entanto, essa percepção não é suficiente para convencer as autoridades, e é justamente aí que a situação começa a se complicar ainda mais.
A investigação vira contra Mary em Mulheres Imperfeitas
Apesar de reunir indícios importantes, como o anel que liga Howard a Nancy, Mary vê sua credibilidade desmoronar diante da polícia. Isso acontece porque o próprio Howard se antecipa e entrega objetos pessoais de Nancy que estavam com Mary, criando a impressão de que ela vinha roubando itens da amiga ao longo do tempo.
Esse detalhe muda completamente a percepção do caso, já que a polícia passa a enxergar Mary como uma pessoa instável, obcecada e pouco confiável. Ao mesmo tempo, seu histórico com medicamentos e seu comportamento emocional acabam sendo usados contra ela, enfraquecendo qualquer acusação que tente fazer.
Esse movimento narrativo é essencial, porque mostra como a verdade pode ser manipulada dependendo de quem controla a narrativa.

A decisão mais difícil: justiça ou família
Diante desse cenário, Mary se vê encurralada em um dilema extremamente cruel. Por um lado, ela quer fazer justiça por Nancy e expor Howard; por outro, ela sabe que continuar nesse caminho pode custar a guarda de seus filhos.
Howard, consciente disso, utiliza essa fraqueza como arma, deixando claro que, mesmo que ele seja preso, Mary dificilmente recuperaria as crianças, que poderiam acabar em um sistema de acolhimento.
É nesse ponto que a série entrega um dos momentos mais impactantes do episódio, porque Mary decide recuar. Em vez de continuar lutando, ela volta para casa e aceita viver ao lado de Howard, acreditando que essa é a única forma de permanecer próxima dos filhos.
Essa escolha não representa fraqueza, mas sim desespero, o que torna tudo ainda mais doloroso.
Eleanor assume o risco e muda o jogo
Enquanto Mary recua, Eleanor segue no caminho oposto e decide agir por conta própria. Determinada a expor Howard, ela leva a história até Robert e, mesmo enfrentando resistência, consegue forçar uma reação ao ameaçar revelar segredos financeiros da família.
Essa atitude provoca uma virada importante na narrativa, já que a polícia finalmente intervém e leva Howard para interrogatório. No entanto, o impacto dessa decisão é imediato e devastador para Mary, que vê seus filhos serem retirados de casa pelos serviços sociais.
Ou seja, mesmo quando a verdade começa a vir à tona, o preço pago continua sendo alto demais.
Scott Reed é o assassino? A reviravolta do final
Quando tudo parecia apontar para Howard como o principal suspeito, o episódio entrega sua maior reviravolta.
Uma nova evidência surge por meio de uma denúncia anônima: um vídeo que coloca Scott Reed, padrasto de Nancy e figura extremamente problemática em sua vida, como o principal suspeito do assassinato.
A polícia passa a tratá-lo como um homem perigoso, armado e possivelmente responsável pelo crime, o que muda completamente o foco da investigação. Mas a série faz questão de não entregar uma resposta definitiva.
A verdade continua em aberto
Apesar de Scott Reed se tornar o principal suspeito, o episódio 7 de Mulheres Imperfeitas deixa claro que essa revelação está longe de encerrar o mistério. Pelo contrário, ela abre novas possibilidades.
Sabemos que Scott tinha um histórico abusivo com Nancy e uma obsessão que nunca foi completamente superada, o que o coloca como um suspeito plausível. No entanto, também existem indícios fortes que continuam apontando para Howard, especialmente sua relação com Nancy e seu comportamento manipulador.
Além disso, a própria narrativa sugere uma possibilidade ainda mais complexa: e se os dois estiverem envolvidos?
A ideia de que Howard poderia ter usado Scott para intimidar Nancy, ou até mesmo para executar um plano maior, não é descartada, o que mantém a tensão elevada para o episódio final.
Um episódio que redefine tudo
O episódio 7 de Mulheres Imperfeitas não entrega respostas fáceis, mas cumpre um papel fundamental ao reorganizar completamente as peças do quebra-cabeça. Ao mesmo tempo em que fortalece a suspeita sobre Howard, ele introduz Scott Reed como uma ameaça real, ampliando o mistério e deixando o público sem uma direção clara.
E é justamente essa ambiguidade que faz a série funcionar tão bem. Porque, no fim das contas, a pergunta não é apenas quem matou Nancy. Mas sim quem está dizendo a verdade. E, até aqui, ninguém parece completamente inocente.

