Apesar da sensação de realismo, O Jogo do Predador (Apex), disponível na Netflix, não é uma história real. O filme é uma obra de ficção escrita por Jeremy Robbins, que utiliza elementos plausíveis para criar uma narrativa intensa de sobrevivência.
A trama de O Jogo do Predador acompanha Sasha, uma aventureira que se vê sendo caçada por um homem em meio à natureza selvagem da Austrália. Embora a premissa seja assustadoramente possível, não há registros de um caso específico que tenha inspirado diretamente a história.
Por que o filme parece tão realista?
Um dos principais motivos é a abordagem do diretor Baltasar Kormákur, conhecido por priorizar filmagens em locações reais. Em O Jogo do Predador, a natureza não é apenas cenário, mas um elemento ativo da narrativa.
Além disso, os atores passaram por treinamento físico para executar cenas de escalada e sobrevivência, reduzindo o uso excessivo de efeitos visuais. Esse cuidado técnico aumenta a imersão e faz com que o perigo pareça autêntico.
O vilão foi inspirado em pessoas reais?

O antagonista Ben é um personagem fictício, mas possui semelhanças com criminosos reais. Um exemplo frequentemente citado é Robert Hansen, que caçava suas vítimas na natureza após soltá-las, criando um cenário semelhante ao visto no filme.
Outro caso que ecoa na construção do personagem é o de Ivan Milat, responsável por assassinatos de viajantes em áreas isoladas. Ainda assim, os criadores nunca confirmaram uma inspiração direta.
Ficção com base em medos reais
Embora não seja baseado em fatos reais, O Jogo do Predador funciona porque explora medos genuínos: isolamento, vulnerabilidade e a violência humana em ambientes extremos.
No fim, O Jogo do Predador mistura realidade e imaginação de forma eficiente. Ele não conta uma história real, mas se apoia em possibilidades perturbadoras o suficiente para parecer que poderia acontecer — e é exatamente isso que o torna tão impactante.

