O tão aguardado Peaky Blinders: O Homem Imortal chegou com a missão de encerrar uma das séries mais cultuadas dos últimos anos. Mas, apesar da expectativa alta, o filme deixou uma sensação estranha: ele funciona… mas não como deveria.
A impressão geral é clara. Não é que o longa seja ruim — é que ele não parece Peaky Blinders.
Peaky Blinders perde a essência da série e soa como “episódio estendido”
Um dos principais problemas está no formato. Ao migrar da TV para o cinema, O Homem Imortal não consegue se sustentar como um grande filme. Em vários momentos, ele soa como um episódio alongado, sem a força narrativa que justificaria essa transição.
A trama segue o clássico estilo “último trabalho”, com Tommy Shelby sendo puxado de volta à ação por causa do filho, Duke. A ideia funciona, mas falta impacto. Não há urgência real, nem aquela sensação de que essa história precisava ser contada.
Outro ponto que pesa é o tom. A série sempre brilhou ao equilibrar violência, estilo e até um certo humor ácido, mas o filme se leva a sério demais em alguns momentos — e isso quebra a experiência. Quando tenta ser grandioso, escorrega para algo mais vazio.
Ainda assim, há cenas que lembram por que esse universo conquistou tanta gente. Momentos como o retorno de Tommy ao bar ou o confronto com Duke têm energia, tensão e até um toque de absurdo que funciona muito bem.
O problema é que são exceções. No fim, O Homem Imortal parece mais uma ponte do que um verdadeiro desfecho. Ele prepara terreno para uma nova geração da família Shelby, mas deixa a sensação de que faltou alma.
E, para uma história como essa, isso faz toda a diferença.

