Depois de anos desde o final da série, Peaky Blinders está oficialmente de volta com Peaky Blinders: O Homem Imortal. E se você piscou ou esqueceu algum detalhe da 6ª temporada, pode acabar perdido logo nos primeiros minutos. Isso porque o filme promete continuar diretamente os conflitos deixados em aberto, agora em um cenário ainda maior: a Segunda Guerra Mundial.
A seguir, reunimos tudo que você precisa lembrar antes de dar play. E não é pouca coisa.
Tommy Shelby não morreu — e isso muda tudo
O ponto de partida do filme já começa com uma reviravolta que redefine toda a história. No final da 6ª temporada, Tommy Shelby aparentemente estava prestes a morrer. Diagnosticado com uma doença terminal, ele organizou sua despedida, deixou tudo encaminhado e partiu para o isolamento.
Mas tudo era uma mentira.
Ao descobrir que o diagnóstico foi forjado por um médico ligado ao fascismo, Tommy decide não se matar. Ele escolhe viver. E mais do que isso, voltar. Esse detalhe é essencial, porque O Homem Imortal parte justamente desse retorno, anos depois, com um Tommy ainda mais perigoso, agora em um mundo à beira da guerra.

O império Shelby cresceu — mas o preço foi alto
Se lá no início Peaky Blinders era sobre apostas ilegais em Birmingham, a série terminou com a Shelby Ltd. se tornando uma operação internacional. Tráfico de opium, negociações políticas e alianças com figuras poderosas transformaram o negócio em algo muito maior.
Só que esse crescimento teve consequências.
Ao longo das temporadas, Tommy sacrificou praticamente tudo em nome do poder. Relações familiares, amizades e até sua própria sanidade foram colocadas em segundo plano. Esse é um ponto central para o filme, porque agora ele precisa lidar com o legado dessas escolhas em um cenário global ainda mais instável.
A guerra contra o fascismo nunca terminou
Um dos grandes conflitos da 6ª temporada foi a tentativa de Tommy de derrubar Oswald Mosley, líder fascista britânico. O plano falhou, e as consequências foram devastadoras.
Mesmo assim, Tommy não abandonou esse jogo.
Ele continuou se infiltrando no círculo político e empresarial ligado ao fascismo, criando alianças perigosas com nomes como Jack Nelson, um poderoso empresário americano com simpatias ideológicas bem claras. Ao mesmo tempo, ele tentava manipular esses mesmos aliados por trás das cortinas.
O filme deve explorar esse cenário em escala ainda maior, agora com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo. Ou seja, o conflito pessoal de Tommy com o fascismo deve ganhar proporções globais.

A família Shelby está quebrada
Se tem algo que define o momento atual da história é o estado emocional da família. Os Shelby chegaram ao fundo do poço na última temporada.
A morte de Polly foi um golpe irreparável. Além de ser a mente estratégica da família, ela era o equilíbrio que Tommy nunca teve. Sua ausência abriu espaço para decisões ainda mais extremas.
Michael, filho de Polly, se tornou um inimigo direto. Movido pela dor e pelo desejo de vingança, ele tentou matar Tommy. E falhou. No confronto final, Tommy executa Michael, encerrando de vez qualquer chance de reconciliação.
Já Lizzie, esposa de Tommy, decide ir embora após perceber que nunca teve o marido de verdade. O casamento termina de forma amarga, deixando Tommy ainda mais isolado.
Arthur, Duke e o futuro dos Peaky Blinders
Com Tommy se afastando no final da série, a liderança dos Peaky Blinders começa a mudar. Duke, filho ilegítimo de Tommy, surge como uma nova peça importante dentro da organização. Ele assume um papel ativo e mostra que pode ser tão implacável quanto o pai.
Arthur, por outro lado, continua em sua luta interna contra vícios e traumas. Apesar de ainda ser leal, sua instabilidade sempre representa um risco para o império.
Esses dois personagens devem ser fundamentais no filme, principalmente se Tommy realmente estiver operando de forma mais distante ou estratégica.
A morte de Ruby e o “peso da maldição”
Um dos elementos mais emocionais da temporada final foi a morte de Ruby, filha de Tommy. Oficialmente causada por tuberculose, a perda foi interpretada por ele como consequência de uma maldição que acompanha sua família.
Essa ideia de maldição, mesmo sendo simbólica, sempre guiou as decisões de Tommy. No final, ao poupar o médico que mentiu sobre sua doença, ele acredita ter quebrado esse ciclo.
Mas será que realmente quebrou?
O filme pode revisitar esse conceito, principalmente agora que Tommy retorna em um momento histórico ainda mais sombrio.
Tommy Shelby agora é outra pessoa
Talvez o ponto mais importante para levar ao filme seja entender que Tommy não é mais o mesmo. O homem que vemos no final da série é alguém que encarou a morte, foi traído e decidiu recomeçar.
Ele não tem mais nada a perder.
Isso muda completamente sua forma de agir. Se antes ele ainda tentava equilibrar família e negócios, agora a tendência é que ele seja ainda mais frio, calculista e imprevisível.
O cenário mudou: agora é guerra mundial
Se a série sempre flertou com eventos históricos, O Homem Imortal deve mergulhar de vez nisso. Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, o conflito deixa de ser apenas local ou político.
Agora é global.
Isso significa que as decisões de Tommy não vão impactar apenas Birmingham ou seus negócios. Elas podem influenciar diretamente alianças, estratégias e até o rumo de conflitos maiores.
O que esperar de O Homem Imortal?
O filme promete ser a conclusão definitiva da história de Tommy Shelby. E tudo indica que ele vai enfrentar seu maior desafio até agora. Não apenas inimigos externos, mas também as consequências de tudo que construiu ao longo dos anos.
Mais do que uma continuação, O Homem Imortal parece ser um acerto de contas.
E se tem algo que Peaky Blinders sempre fez bem, é mostrar que, no fim, o passado sempre cobra seu preço.

