Policial teria confundido jovem com assaltante. Guilherme Dias Santos Ferreira trabalhava como marceneiro em uma fábrica de camas e havia acabado de sair do trabalho. Ele foi atingido pelos disparos quando estava a caminho do ponto de ônibus. O caso é investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Pouco antes do crime, ele avisou a esposa que já estava indo embora. Nas redes sociais, também publicou uma foto batendo o ponto no trabalho. “Deu 22h e eu dormi, e do nada acordei às 2h. Olhei meu WhatsApp e tinha mensagem dele: ‘Estou indo embora’ às 22h38. [Era] Duas e meia da manhã e ele não tinha chegado. Ele nunca foi de chegar tarde em casa, sempre chegou no horário. Se ocorresse alguma coisa, ele me avisava”, disse a esposa Sthephanie dos Santos Ferreira Dias, em entrevista à TV Globo.
Ao lado do corpo de Guilherme foram encontrados uma marmita, talheres, um livro e a roupa de trabalho. O crime ocorreu na Estrada Ecoturística de Parelheiros, localizada no extremo sul de São Paulo. “Só porque é um jovem negro, preto e estava correndo para pegar o ônibus, [ele] atirou. O que é isso? Que mundo é esse? Era o único jovem preto que estava no meio [do ponto] e foi atingido. A gente quer esse policial na cadeia, ele tem que pagar. Está solto, pagou a fiança que, para ele, não é nada”, lamentou a esposa da vítima.

Guilherme trabalhava como marceneiro na mesma empresa há quase três anos. Segundo a família, o jovem sonhava em ser pai. “A gente estava fazendo tratamento para poder gerar um filho”, contou a mulher à Globo.
“Nunca se envolveu com nada, era do serviço para casa, da casa para a igreja e da igreja para o serviço. Era sempre assim, estava na casa dos pais ou em casa. Ele não é isso o que o povo está falando”, desabafou Sthephanie dos Santos.
Fonte: Uol

