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Prates: Aumento no preço do diesel não vai mudar nada para distribuidoras


O aumento no preço do diesel anunciado pela Petrobras na sexta-feira (13) não deve causar impacto para as distribuidoras nem para o consumidor final, de acordo com Jean Paul Prates, ex-presidente da estatal.

Em entrevista ao CNN Money, Prates explicou que o reajuste de R$ 0,38 por litro é compensado por medidas governamentais que reduzem o preço em R$ 0,64.

O ex-presidente da Petrobras destacou que o Brasil enfrenta o maior choque de oferta de petróleo dos últimos 50 anos devido à guerra no Oriente Médio.

Apesar disso, o país consegue amenizar os impactos da volatilidade internacional por ser autossuficiente em petróleo e possuir um parque de refino capaz de abastecer grande parte do mercado nacional.

“Nós não podemos, como cidadãos, torcer para que a Petrobras ajuste o seu preço no mercado interno exatamente da mesma forma, ao mesmo tempo e na mesma proporção que a volatilidade que está sendo colocada no mercado internacional”, afirmou Prates.

Impacto para distribuidoras e produtores

Prates foi enfático ao afirmar que o aumento do preço do diesel não altera a situação das distribuidoras.

“Para as distribuidoras, a margem é a mesma. Não faz diferença nenhuma.

O petróleo na origem não subindo, o diesel na origem não subindo, o que ela vai fazer é levar o diesel da refinaria para os postos de gasolina. A situação para ela da guerra não muda nada”.

Por outro lado, os produtores de petróleo, incluindo a própria Petrobras, tiveram um aumento significativo de receita com a crise.

“A receita aumentou simplesmente 100% com a crise. Petroleiras internacionais estão lucrando como nunca, porque o barril estava a US$ 72 e foi a US$ 100, e em alguns momentos foi a US$ 120“, explicou Prates.

O ex-presidente apontou ainda que o governo estabeleceu uma espécie de sala de situação para monitorar o abastecimento e garantir o diálogo entre os setores envolvidos. “Qualquer dificuldade em qualquer segmento, hoje, por exemplo, chega em Brasília”, conclui Prates.

Medidas do governo amenizam impacto

Segundo Prates, o governo federal adotou medidas importantes para reduzir o impacto do aumento do combustível, como a isenção de impostos federais e a criação de uma subvenção para importadores.

“O governo colocou uma subvenção, ou seja, ele está pagando com dinheiro da política pública, não da Petrobras, para que os importadores tenham interesse em trazer para o Brasil diesel”, explicou.

Essas medidas somam uma redução de aproximadamente R$ 0,64 por litro, enquanto o aumento anunciado pela Petrobras foi de R$ 0,38.

“Isso significa que, em tese, na bomba hoje do diesel, nós não deveríamos ter nenhuma variação para cima. E se tiver alguma variação para cima, ela tem que ser explicada aos órgãos de defesa da concorrência”, ressaltou o ex-presidente da estatal.

 



CNN Brasil

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