A minissérie Ronaldinho Gaúcho chegou à Netflix cercada de expectativa e rapidamente virou sucesso entre o público. Afinal, contar a história de um dos jogadores mais carismáticos da história do futebol mundial já é, por si só, um grande atrativo.
Mas a pergunta que fica é direta: a série faz jus ao tamanho do “Bruxo”?
A história é fascinante, mas a execução divide opiniões
Não há dúvidas de que a trajetória de Ronaldinho Gaúcho é incrível. Da infância humilde, jogando descalço, até se tornar melhor do mundo e ídolo global, a série tem material de sobra para emocionar.
E, de fato, há momentos que funcionam muito bem. O primeiro episódio, por exemplo, acerta ao mostrar suas origens, a relação com a família e como o futebol passou a ser parte central da sua vida.
Além disso, o documentário conta com depoimentos de grandes nomes do futebol e imagens de momentos históricos da carreira, o que ajuda a construir uma narrativa envolvente para quem quer revisitar essa trajetória.

O problema está na profundidade
Por outro lado, a série sofre com um problema claro: superficialidade. Momentos decisivos da carreira de Ronaldinho, como sua saída do Grêmio, a ascensão no Barcelona ou até episódios polêmicos, são tratados de forma rápida e sem o aprofundamento necessário.
Isso faz com que a produção pareça apressada em vários momentos, como se estivesse passando por pontos importantes sem realmente explorá-los.
E esse é um problema sério, considerando o tamanho da história que está sendo contada.
Falta de ousadia prejudica o resultado
Outro ponto que pesa contra a série é o formato. A produção segue um estilo bastante tradicional, baseado em entrevistas e relatos, sem arriscar muito na forma de contar a história.
Isso acaba tirando parte da “magia” que o próprio Ronaldinho levava para dentro de campo. A sensação é de que a narrativa não consegue traduzir completamente o impacto que ele teve no futebol mundial.
Então vale assistir?
Sim, mas com expectativas ajustadas.
A série é uma boa porta de entrada para quem quer conhecer ou relembrar a carreira de Ronaldinho Gaúcho. Ela entretém, tem bons momentos e traz um lado mais pessoal do jogador.
Por outro lado, quem espera uma obra profunda, inovadora ou definitiva sobre o craque pode sair frustrado.
No fim, é um retrato interessante, mas que fica aquém do tamanho da lenda que tenta contar.

