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Tarifas de Trump: GM tem redução nos lucros – 22/07/2025 – Mercado


Os lucros da General Motors foram afetados pelas tarifas aplicadas pelos EUA em março, mesmo com as vendas de seus veículos elétricos mais do que dobrando e seu negócio na China mostrando sinais de recuperação.

A montadora reportou lucros ajustados de US$ 3 bilhões (R$ 16,69 bilhões) antes de juros e impostos no segundo trimestre, uma queda de 32% em relação ao ano anterior, enquanto as receitas caíram 1,8% para US$ 47 bilhões (R$ 261,53 bilhões). Os lucros operacionais ajustados foram ligeiramente superiores à estimativa média dos analistas de US$ 2,8 bilhões, de acordo com a S&P Capital IQ.

A empresa atribuiu o declínio do lucro aos custos relacionados à tarifa de 25% que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs sobre importações de carros fabricados no exterior e outras taxas que foram anunciadas. As ações caíram mais de 7% na terça-feira.

Quando Trump anunciou as tarifas sobre o setor em março, a GM havia alertado que poderia ser impactada em até US$ 5 bilhões com a medida.

Porém, o diretor financeiro Paul Jacobson prevê que os custos tarifários diminuirão no futuro. “Com o tempo, continuamos confiantes de que nossa despesa total com tarifas diminuirá à medida que acordos comerciais bilaterais surgirem e nossos ajustes de fornecimento e produção forem implementados”, disse.

A GM permanece altamente exposta à guerra comercial de Trump, já que grande parte de suas peças vem da Coreia do Sul, México e Canadá. Os dois primeiros podem receber tarifas extras de 25% e 30%, respectivamente, a partir de 1º de agosto.

As tarifas impostas pelos EUA estão pressionando o setor automotivo global, com a Stellantis alertando para um prejuízo líquido de 2,3 bilhões de euros no primeiro semestre, enquanto a Volvo também reportou seu primeiro prejuízo operacional desde 2021.

Para o segundo trimestre, a GM contabilizou custos tarifários de US$ 1,1 bilhão, embora a empresa tenha dito que estava no caminho para mitigar 30% desses custos. As taxas também afetaram seu fluxo de caixa livre automotivo ajustado, que caiu 47% durante os três meses.

A GM recentemente revelou planos para investir US$ 4 bilhões em fábricas de montagem nos EUA para aumentar a produção em 300 mil unidades, com previsão de iniciar as atividades em 2027.

O analista Daniel Ives, da Wedbush, disse que as tarifas “continuarão a exercer mais pressão sobre o resultado final no futuro previsível”, mesmo que a GM até agora tenha conseguido “navegar com sucesso pelo cenário complexo”.

Parte do declínio de seu lucro foi compensada por sinais de uma recuperação moderada nos negócios da GM na China, com a receita líquida aumentando 30% para US$ 6,1 bilhões entre abril e junho.

Outro ponto positivo foi o forte crescimento de seus veículos movidos a bateria, graças à sua forte linha de produtos. As vendas saltaram 111% para 46,28 mil unidades, apesar de uma desaceleração mais ampla no crescimento dos EVs, enquanto Trump encerra políticas que eram favoráveis às vendas desses modelos.

A participação da GM no mercado de EVs nos EUA atingiu 16%, à medida que a empresa continua a investir pesadamente para estabelecer cadeias de suprimento de baterias competitivas em custos, originárias da América do Norte.

“Acreditamos que haverá um mercado de EVs que crescerá com o tempo, embora comece mais baixo e potencialmente cresça mais lentamente”, disse a CEO Mary Barra, acrescentando que seus investimentos serão focados em melhorar a lucratividade dos EVs.

“Estamos focados em fazer com que cada veículo alcance a lucratividade, e não vamos parar até que isso aconteça”, comentou Barra.

A montadora disse que manterá sua orientação para o lucro operacional ajustado anual entre US$ 10 bilhões e US$ 12,5 bilhões.



Fonte: Uol

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