Um gigante das artes cênicas nos deixou. Juca de Oliveira, mestre de gerações no teatro e na TV, encerra sua trajetória após uma carreira repleta de personagens inesquecíveis. Descubra os momentos marcantes e o legado de um artista que tocou a alma do público brasileiro
21 mar
2026
– 09h18
(atualizado às 09h24)
Morre, aos 91 anos, Juca de Oliveira, ícone do teatro e da TV, após uma semana de internação; recorde carreira.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople
Juca de Oliveira morreu aos 91 anos, nesta madrugada de sábado (21), em decorrência de pneumonia e problemas cardiológicos, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na última segunda-feira (16), já internado havia três dias, o dramaturgo fez aniversário e seu estado de saúde já era considerado delicado.
Paulista de São Roque, interior do estado, Juca trabalhou em diversas emissoras, como Band, SBT – onde estrelou em 1994 “As Pupilas do Sr. Reitor” – e Globo – onde foi o dr. Albieri de “O Clone” (2001) e o professor Praxedes de “Fera Ferida” (1993, tendo sido dirigido por Dennis Carvalho, morto no fim de fevereiro). Bem antes desses papéis, em 1969, protagonizou na TV Tupi a clássica “Nino, o Italianinho”.
O último trabalho de Juca de Oliveira na TV foi em 2017 como o dr. Natanael de “O Outro Lado do Paraíso”.
Morte de Juca de Oliveira: ator foi sapateiro antes da fama
Antes de abraçar a carreira artística, que o acompanhou por 60 anos, Juca de Oliveira trabalhou com o pai no cuidado com burros, foi sapateiro, marceneiro e em farmácias chegou a aplicar injeções. Antes dos 20 anos, o ator e autor já havia se mudado para a capital paulista. Ao realizar vários testes vocacionais, uma psicóloga lhe orientou a fazer Teatro ou Direito paralelamente à natação, atividade que fora deixada de lado.
Ao longo dos anos, Juca de Oliveira escreveu inúmeras peças teatrais que conquistariam o público. Entre elas, ‘Baixa-sociedade”, “Motel Paradiso” e “Meno Male”, se filiou ao Partido Comunista Bras…
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