A Venezuela libertou neste sábado (14) mais 17 presos políticos, informou o comitê de direitos humanos do movimento de oposição Vente Venezuela em uma publicação no X. A Clippve, uma ONG, também relatou separadamente a libertação do grupo, que inclui dez homens e sete mulheres.
A Venezuela se comprometeu com a libertação de presos e uma anistia política, de acordo com Delcy Rodríguez, que comanda a Venezuela de forma interina desde a captura de Nicolás Maduro pelo governo americano no dia 3 de janeiro.
A ONG Foro Penal, especializada na defesa de presos políticos, estima que cerca de 400 pessoas tenham sido libertadas desde o dia 8 de janeiro, quando foi anunciado o processo de solturas. Já o regime venezuelano diz que mais de 620 pessoas foram soltas desde dezembro.
No dia 10, o opositor Joan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, foi enviado para prisão domiciliar. Ele havia sido um dos primeiros presos políticos liberados, mas foi detido novamente por um curto período após ser acusado de violar as condições de sua liberdade condicional.
Ele fez uma carreata poucas horas após sua soltura. Muitos dos presos políticos libertados desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA estão proibidos de fazer pronunciamentos públicos.
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Na quinta-feira (12), a Assembleia Nacional da Venezuela começou a discussão final sobre a lei de anistia que libertaria todos os presos políticos no país.
O texto, aprovado por unanimidade em primeira votação no dia 5, inclui acusados de “traição à pátria”, “terrorismo” e “incitação ao ódio”, crimes frequentemente atribuídos a acusados de crimes políticos.
O projeto também propõe transformar o presídio Helicoide, em Caracas, em um centro voltado a esportes e serviços sociais.
Estão inclusos na anistia casos que datam desde 1999, quando Hugo Chávez chegou ao poder, até janeiro de 2026. A proposta deve beneficiar centenas de opositores presos ou libertados sob condição, mas há temor de que a anistia também alcance autoridades do regime, segundo entidades de direitos humanos.
Também na quinta, milhares se reuniram nas ruas para protestar contra o regime, na primeira grande manifestação da oposição desde a captura de Maduro.
Delcy Rodríguez disse que está comprometida em realizar eleições “livres e justas” na Venezuela, e que o calendário eleitoral será decidido via diálogo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (13) que a relação com Delcy está “muito boa” e que pretende visitar o país, sem dar mais detalhes.
Fonte: Uol

